Thursday, October 28, 2010
Suicídio... de novo.

SUICÍDIO

 

DEFINIÇÃO
  

     "Ato consciente de aniquilação auto-induzida, melhor entendido como uma enfermidade multidimensional em um indivíduo carente que define uma questão para a qual o ato é percebido como a melhor solução" ou simplesmente, a morte intensional auto-infringida.   De forma alguma o suicídio é um ato aleatório ou sem finalidade, mas representa a saída para um problema que está causando um intenso sofrimento.

     Associados ao sofrimento encontramos necessidades frustradas ou não satisfeitas, sentimentos de desesperança, desamparo e impotência, um estresse insuportável, um estreitamento nas opções percebidas pelo paciente e um desejo de fuga.

     O cenário ideal para o suicídio é composto de três fatores predisponentes e um gatilho que desencadeia a ação.   Este gatilho é a idéia de que dor da situação atual cessa terminando com a própria vida.   Os fatores predisponentes envolvem o ódio de si mesmo, devido à culpa ou baixa auto-estima; um estado de agitação, no qual o paciente está tenso e não consegue pensar com clareza; e a limitação das forças intelectuais, ou percepção estreitada, de tal forma que o indivíduo não consegue pensar mais além da situação imediata.

     A maneira de tentar reverter este quadro envolve reduzir a dor psicológica modificando o ambiente estressante; construir um apoio realista, reconhecendo que o paciente pode ter uma queixa legítima; e oferecer alternativas para o suicídio.

 

SUICÍDIO  X  SAÚDE MENTAL
 

     Entre os pacientes que cometem suicídio, quase 95% tem uma doença mental diagnosticada, 80% tem um transtorno de humor, 25% são dependentes de álcool, 15% dos pacientes que tem um destes transtornos morrem por suicídio.   Apesar de ser uma doença menos comum, a esquizofrenia responde por 10% dos suicídios.   Pacientes com depressão delirante são quem apresentam o mais alto risco para suicídio.

     O risco de suicídio entre pacientes psiquiátricos é de 3 a 12 vezes maior que no restante da população.   A idade do suicídio varia em torno dos 30 anos, o que parcialmente deve-se ao início precoce da esquizofrenia e transtorno de humor.

     Durante a primeira semana de internação o risco é alto, normalizando entre a terceira e quinta semana.

     O período após a alta é especialmente perigoso.   O paciente psicótico tende a destruir a rede de apoio social, e no retorno à comunidade, está fracamente integrada à sociedade.   O isolamento social, alguma nova adversidade ou à volta de problemas anteriores pode torná-lo desencorajado, impotente e desesperançado, estado de humor ideal para colocar o suicídio em prática.

     Após o terceiro mês a taxa de suicídio volta a se igualar com a população geral.

 

AVALIAÇÃO
 

     A atitude e os preconceitos morais de quem avalia um paciente suicida podem influenciar na decisão do paciente.   Reagir ao paciente de um modo moralista, crítico, ter reações fortes e negativas sobre a idéia de alguém tirar sua própria vida aumenta o risco na mesma proporção das reações negativas.

     O avaliador deve ter em mente que o estado suicida é freqüentemente passageiro, resulta de uma doença que tem causas tanto orgânicas quanto psicológicas, e que se o suicídio puder ser evitado, a doença subjacente será tratada e futuros estados suicidas serão evitados.

 

ETiOLOGIA
 

     A etiologia do suicídio envolve fatores sociais, como aqueles que ocorrem após a dissolução de um vínculo (suicídio anômico); aqueles cometidos em benefício de outros para aliviar a carga de alguém que tem de cuidá-los, um modo de recuperar a honra (suicídio altruísta); e o sentimento de não estar integrado no convívio, não ter lugar na sociedade (suicídio egoísta).

     Fatores biológicos estão claramente definidos.  Pacientes deprimidos com níveis baixos de ácido 5-hidroxindelacético (derivado da Serotonina) tem risco aumentado para suicídio.   Altos níveis de 17 hidrocortiscoteróides urinário também elevam o risco para suicídio.

     Entre os fatores psicológicos, pessoa com impulsividade acentuada, dependência de terceiros para manutenção de auto-estima, principalmente os dependentes insatisfeitos e ter expectativas irrealistas, os chamados "perfeccionistas" também ficam com um risco aumentado para suicídio.

 

EPIDEMIOLOGIA

   

     As taxas internacionais de suicídio variam em torno de 10-15 por 100.000.    Em alguns países do leste europeu, Escandinávia, Japão, as taxas chegam a 25 por 100.000.   Nos Estados Unidos, que colocam-se entre as taxas internacionais, entre 1970 e 1980, houve mais de 230.000 suicídios, aproximadamente 1 em cada 20 minutos.   Atualmente, neste país, o suicídio ocupa a oitava posição entre as causas gerais de morte, sendo que no grupo etário entre 15 e 24 anos, ocupa a segunda posição vindo após os acidentes.

     Estes números representam apenas os suicídios completados, sendo que as tentativas de suicídio são estimadas em 8 a 10 vezes maiores.

 

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
  

     Os homens comentem suicídio com freqüência três vezes maior que as mulheres.   No entanto, elas tentam quatro vezes mais que os homens.

     Esta taxa mais alta de êxito entre o sexo masculino está associada aos métodos usados.   Geralmente o fazem usando arma de fogo, enforcamento ou pulando de locais elevados, enquanto as mulheres tendem a fazê-lo tomando dosagens excessivas de medicamentos ou veneno.

     As taxas de suicídio aumentam com a idade.   Entre os homens, o número de suicídios completados é maior após os 45 anos.   Entre as mulheres, esta taxa aumenta após os 55 anos.   A maioria dos suicídios ocorre entre 15 e 44 anos.

     Entre as raças: homens brancos cometem suicídio duas vezes mais que não brancos.   Dois em cada três suicídios são de homens brancos.

     O casamento, reforçado pelos filhos, diminui significativamente o risco de suicídio.    Pessoas solteiras, jamais casadas, cometem suicídio duas vezes mais que pessoas casadas.    Entretanto, pessoas casadas anteriormente, têm duas vezes mais chance de suicídio que as jamais casadas.   Estas taxas atingem um pico entre homens divorciados, chegando a 69 por 100.000.

     História de suicídio na família e isolamento social aumentam o risco de suicídio.

     Entre as profissões, quanto mais alta a posição social, maior é o risco de suicídio, mas, o trabalho em geral, protege contra o suicídio, que é maior entre as pessoas desempregadas que entre as pessoas empregadas.

     A saúde física está diretamente relacionada com a taxa de suicídio.   Em torno de 30% dos suicidas consultaram médico nos seis meses que antecederam o ato.  Estudos de necropsia mostraram doenças físicas presentes em 25 a 75% das vítimas de suicídio.    Fatores associados com doença e suicídio são a perda da mobilidade, que impossibilita atividade física ocupacional ou recreacional, desfiguramento e dor crônica intratável.   Contribuem os efeitos secundários como perturbação nos relacionamentos e perda da situação profissional.

     Quem avalia um paciente deve perguntar direta e exaustivamente sobre ideação suicida e tentativa anterior.   De forma alguma falar sobre o suicídio pode induzir um paciente a praticá-lo.   Além disso, uma tentativa de suicídio anterior é o melhor indicador que um paciente apresenta risco aumentado para suicídio.   O risco de um paciente fazer uma segunda tentativa de suicídio é mais alto dentro de três meses após a primeira tentativa.

     Oito em dez pessoas que se mataram dão alarme de suas intenções e cinqüenta por cento afirmaram abertamente que desejam morrer.   Ter um plano mentalizado com acesso a meios letais é um sinal particularmente perigoso.

     Outro sinal perigoso vem do paciente que estava ameaçando suicidar-se, e tornou-se silencioso e menos agitado.   Na medida em que ele melhora sente-se mais energizado e pode ter tomado a decisão secreta de cometer suicídio.

 

Fonte: http://www.psiquiatriageral.com.br/emergencia/emergencia.htm


Posted at 05:02 pm by PinkySammet
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Sunday, September 19, 2010
Suicídio.

16:29h, estou sozinha em casa em um domingo nublado, bêbada, sentada na frente desse maldito computador devorando os textos do site da Dignitas (clínica de suicídio assistido) por horas intermináveis. Não são só as horas que são intermináveis. A atual mediocridade da minha vida também parece ser. A cada dia que passa eu desejo mais e mais morrer. Mas não quero que seja uma morte qualquer, não quero que aconteça naturalmente, ou como uma fatalidade. Não quero ser atropelada, ser vítima de uma bala perdida, um assalto ou qualquer coisa do tipo. Não quero adoecer e passar meus últimos dias numa cama de hospital. Eu quero ter total controle até o fim. Que graça tem viver? O que a vida tem a oferecer, afinal de contas? Quando falo sobre meus anseios aos "normais", o que ouço é "Movimente sua vida, faça cursos, vá aprender coisas novas, aproveite a vida!" Aproveitar o quê?? Aprender coisas novas? Poucos são os que percebem como isso é idiota e inútil. Pouquíssimos são os que entendem e conseguem ver o mundo e a vida como realmente são. Impossível ter os olhos abertos para tudo isso e ainda assim ter alguma esperança, ainda assim querer viver. Preciso do controle, minha vida escapa a cada dia que passa por entre meus dedos, como areia, e sinto que não posso recuperá-la ou parar o vento que a leva.

Eu não quero mais estar aqui. Na verdade eu nunca quis estar, mas acabei por me adaptar, contra a minha vontade. Agora a vontade está se tornando cada vez mais forte e insuportável. Por que os que amam a vida morrem e os que querer morrer vivem? Lembro de 2001 quando fiz minha primeira tentativa e me envergonho por minha covardia. E daí que demorou mais que o esperado? De qualquer forma seriam só alguns minutos a mais e logo eu estaria livre. O que são alguns minutos de dor a mais comparados a uma eternidade livre da vida, do mundo, de tudo? Arrependo-me de minha covardia. Agora é tarde demais, há coisas que me prendem aqui. Uma coisa só, na verdade. meu filho. Não tenho coragem de ir e deixá-lo aqui, jamais faria isso. Quero estar perto dele e acompanhar cada momento, o crescimento e desenvolvimento. Quero poder ensiná-lo a não ser como eu - e ao mesmo tempo ser exatamente como eu. Tarefa difícil. Mas jamais o abandonaria. Ele é a única coisa que me impede de soltar de vez as rédeas da minha vida e me entregar a loucura, para depois pegá-las de volta e dar fim a tudo quando eu desejar. Mas preciso da certeza em mãos, preciso do elixir mágico. 15 g, 100 ml, é só o que preciso. O conforto de poder olhar aquele frasco milagroso todos os dias e saber que ele estará lá esperando por mim. Claro que há outras opções,. e as minhas são tiro, enforcamento e talvez até o salto para o infinito possa ser considerado. Mas eu quero ele! Nembutal! O salvador dos suicidas. O alívio final e a solução paa todos os problemas da vida e da morte. A última coisa amarga que terei que experimentar, Eu não quero mais estar aqui. Não quero mais viver. Nada mais faz sentido. A menos que a morte me encontre antes que consiga ir ao encontro dela por minhas próprias mãos, eu não prentendo de forma alguma ser vítima do acaso. Eu terei total poder e controle sobre minha morte. Suicídio é a solução, e assim será.

 


Posted at 05:25 pm by PinkySammet
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Saturday, August 28, 2010
Ouro de Toulo - Raul Seixas

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...


Posted at 02:19 pm by PinkySammet
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Monday, February 22, 2010
Homenagem a minha égua

Encontrei um papel amarelado nas minhas coisas, era esse texto que escrevi em 2002, um ano depois que conheci e me apaixonei perdidamente pelo cavalo mais especial que  já conheci. Apesar de muita coisa ter mudado desde então, decidi postar aqui como uma homenagem mais que merecida.

"Porque ela me conhece.

Porque quando ela olha nos meus olhos, vê minha alma.

Porque expressamos nossos sentimentos sem ao menos falar.

Porque ela significa muito pra mim.

Porque ela sabe do que eu gosto

Porque ela conhece minha voz.

Porque estávamos destinadas a nos conhecer.

Porque quando eu chego, corro em direção a ela e lhe dou um abraço.

Porque Seu Onofre sabe que eu a ama e já deixa ela pronta antes de eu chegar.

Porque eu dou comida pra ela na boca.

Porque ela ama manga e cana-de-açúcar.

Porque eu dou vitamina pra ela ficar forte.

Porque ela ama correr.

Porque eu amo quando ela corre e ela sabe disso.

Porque ela nunca tentou me machucar.

Porque eu já fiz tranças na crina e no rabo dela.

Porque ela não gosta que eu coloque enfeites na orelha dela.

Porque ela é a égua mais veloz daquele sítio.

Porque ela já pisou no meu pé.

Porque ela já sofreu abortos.

Porque o único filhote dela morreu eletrocutado.

Porque ela só corre comigo.

Porque ela atende pelo nome quando eu chamo.

Porque eu tenho certeza que ela foi vendida e Seu Onofre e trouxe de volta pra mim.

Porque nos damos muito bem.

Porque ela não é ferrada.

Porque eu não a trocaria por nenhum outro cavalo.

Porque ela já cuspiu milho mastigado em mim.

Porque ela engordou muito em um ano.

Porque ela tá ficando cada vez mais pintada.

Porque ela tem manchas marrons lindas.

Porque ela tem ciúmes de mim e chuta os cavalos que se aproximam demais da gente.

Porque eu também tenho ciúmes dela.

Porque adoramos galopar juntas.

Porque ela sabe o caminho pro casarão.

Porue eu não a amarrei direito e um dia ela fugiu.

Porque eu gosto de dar beijos nela.

Porque ela tem espírito de liderança e não admite que nenhum outro cavalo fique na frente dela.

Porque ela tem personalidade forte e gosta de estar sempre na frente.

Porque juntas já ultrapassamos uma viatura da PM.

Porque eu já ganhei várias corridas com ela.

Porque ela sabe saltar obstáculos.

Porque ela adora tomar banho.

Porque nós já deixamos um motoqueiro pra trás."

Por essas e por muitas outras razões ela é é sempre será minha égua favorita, a mais especial de todas! DUQUESA, EU TE AMO!!!!!!!!!!




Posted at 10:38 am by PinkySammet
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Thursday, January 21, 2010
Kill Again!

Kill Again - Slayer

Lurking in the dismal fog

Hungry for your blood
Seeking harmless victims
Satisfy my needs

Schizophrenic lunatic
Uncontrolled desire
Rape and ravage lady fair
Pledged to die


(Chorus)
No apparent motive
Just kill and kill again
Survive my brutal thrashing
I'll hunt you till the end
My life's a constant battle
The rage of many men
Homicidal maniac...

Trapped in mortal solitude
Lift the gleaming blade
Slice her flesh to shreds
Watch the blood flow free

Hatred growing stronger
None survive my wrath
Suffer from the throbbing pain
Yield your life to me

(Chorus)

Kill the preacher's only son
Watch the infant die
Bodily dismemberment
Drink the purest blood
Unrelenting need to kill
Death upon you now
Anxiously awaiting
Next in line.

[Chorus]

Kill Again!


Será que certos aspectos de nossa natureza não mudam nunca?



Posted at 11:32 am by PinkySammet
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Thursday, January 07, 2010
Vontade de matar: eu cheguei tão perto...

Entre 1998 e 1999, quando eu tinha 14 anos, comecei a me interessar por assassinos em série. Lia tudo que caía nas minhas mãos, sabia de cor datas, idades, nomes das vítimas, anos em que os crimes ocorreram, modus operandi e assinatura de cada um deles e muitas outras coisas, cheguei até mesmo a me corresponder com vários deles durantes anos, alguns até bem famosos, como Ed Kemper, Arthur Shawcross, Richard Ramirez, Paul Bernardo, Charles Ng, David Berkowitz, Charles Manson e o Unabomber. Mas foi em 2000 que as coisas começaram a ficar estranhas... Ler e me informar dos casos e crimes já não era o suficiente. Eu precisava ir além. Eu queria matar e fazer melhor que aqueles que eu considerava ídolos.

        

Não sei precisar em que momento tudo aconteceu, mas aos poucos teve início a minha pequena viagem até a insanidade. Comecei a fantasiar inúmeras vezes como e onde tudo seria feito, que tipo de vítimas escolheria e como as atrairia, qual seria meu modus operandi, minha assinatura, e o mais importante: como eu me livraria do corpo e como me manteria livre e acima de suspeitas! Entre os métodos escolhidos estaria, por exemplo, levar a vítima ao local escolhido (que era um cômodo afastado de tudo), amarrá-la, cortar-lhe os pulsos ou a garganta e, enquanto ela sangrasse lentamente até a morte, violentá-la com um objeto qualquer (cano, garrafa, cabo de vassoura). Depois desmembrá-la, queimar os pedaços numa banheira ou box com chuveiro, lavar tudo (o local tinha uma área aberta com banheiro, piso e ralo grande) e eliminar os restos (ossos e cinzas) em diferentes áreas de diferentes praias, na areia e na água.

Minha mente ficava cada vez mais perturbada... Quando eu tinha 16 anos já estava fora de mim. Comecei a ouvir vozes na minha cabeça, a maioria eu não conseguia distinguir, era como uma multidão falando ao mesmo tempo, mas algumas eu ouvia bem, elas riam, zombavam de mim e me mandavam matar. Eu mal conseguia dormir. Passei a ter visões também. Uma vez, indo para o trabalho, passei por uma mulher e comecei a imaginar como sua cabeça ficaria fincada num espeto, até que vi mesmo a tal mulher sangrando e com a cabeça atravessada por um pedaço de pau, da garganta até em cima. Durou poucos segundos e comecei a chorar na rua, e foi então que comecei a perceber que eu já estava louca há tempos e que precisava de ajuda. Em outra ocasião, no ônibus, vi um homem rastejando debaixo dos meus pés, pelos bancos, no chão. Me assustei e cheguei a levantar os pés e falar qualquer coisa que hoje não lembro mais, e não havia ninguém lá além dos passageiros sentados em seus bancos, foi constrangedor. A paranóia tomou conta de mim e eu achava que "eles" estavam atrás de mim. Andando na rua eu olhava pra trás e em cada esquina e canto o tempo todo, porque tinha certeza de que a polícia estava atrás de mim
(por que estaria?). Em ambientes fechados, como shoppings, eu não conseguia relaxar, olhava cada lugar no teto pra ver se alguma câmera (que eu achava que havia sido colocada por minha causa) estava me observando. Eu pirava quando via uma viatura da polícia, especialmente a civil, achava que estava me seguindo na rua ou seguindo o ônibus em que eu estava, e tinha certeza que quando eu virasse a esquina da minha casa haveria uma (que nunca apareceu, claro) esperando por mim. A vontade de matar só aumentava e eu tinha consciência de que estava louca e de que mataria se ninguém me parasse, mas não sabia o que fazer. Numa tentativa desesperada, pedi ajuda para a minha mãe:

"Mãe, eu quero ser internada."
"Que isso, mas por quê??"
"Se eu ficar solta, vou acabar machucando alguém."
"Vontade de matar?"
"Sim."

Nesse dia percebi que minha mãe já havia percebido há tempos meu estado, mas sempre omitiu ajuda, negligenciou meu estado mental. Ela sabia que eu queria matar, ferir, causar dor e sofrimento, medo, e que estava bem perto disso, e nunca fez nada, nem ao menos conversou comigo. Quando falava das vozes, ela se calava ou fazia qualquer comentário sem sentido.

Depois de algum tempo, numa estranha reviravolta e simplesmente do nada, aos poucos tudo isso foi acabando... Não sei o que aconteceu, talvez o cérebro humano seja capaz de se autocurar, talvez tenha sido uma psicose momentânea, mas seja lá o que for, tudo acabou passando, as vozes se foram, as visões e a paranóias também. A vontade de matar diminuiu consideravelmente até quase sumir. Nunca foi embora e eu ainda adoro ler sobre serial killers e tenho meus favoritos, mas hoje sei como deixar essas fantasias guardadas em algum canto obscuro do meu ser e mantê-las sob controle. Mas aqueles foram definitivamente anos assustadores e muito, muito perturbadores... e que eu espero que fiquem enterrados para sempre no meu passado negro!

Posted at 04:08 pm by PinkySammet
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Tuesday, December 01, 2009
"Cale a sua boca!"

Antes de qualquer coisa, quero compartilhar algo: Minha Duquesa gorda deu à luz! É uma linda menina nascida no dia 01/11, mas só no último fim de semana pude ir lá dar uma olhada. Ela é linda, linda, linda!! Apaixonada pela minha nova netinha!

Agora vamos ao que interessa. Desde o último post eu venho lendo, pesquisando e estudando feito louca. O dia das evocações se aproxima e não quero dar nenhum passo em falso, até porque, como já disse o Paulo, e procuro lembrar sempre disso, "esse é um caminho onde não há lugar para arrependimentos".

Falando no Paulo, deixe-me logo esclarecer. Ele é alguém que conheci em uma comunidade sobre Goetia no orkut. Uma pessoa que me inspirou algo bom desde o início, antes mesmo que eu soubesse o que hoje sei sobre ele, alguém em quem acredito bastante e que eu respeito profundamente, não só pela experiência e trabalhos mágicos mas também por sempre estar disposto a ajudar. Tenho aprendido muito com ele, diariamente, e ouso dizer que ele tem sido uma peça fundamental no meu desenvolvimento mágico/goético.

Ok, rasgações de seda à parte, há alguns dias atrás li algo no blog dele que me deixou pensativa... Eu sempre senti a necessidade de compartilhar experiências mágicas com outras pessoas. Infelizmente, tirando as conversas na Loja Rosacruz, que acho que não se encaixam aqui, nunca tive com quem conversar, nunca conheci um magista com quem pudesse falar abertamente sobre rituais, invocações, práticas, vivências, etc. Por isso sempre quis fazer parte de um grupo de estudos, mas isso também nunca aconteceu. Então sempre mantive-me calada e pouquíssimas pessoas sabem da minha relação com a Magia.

Por outro lado,  eu sempre soube também da necessidade de manter-se calado, de não sair por aí falando aos quatro ventos o que você fez, fará ou deixou de fazer, o que nem sempre foi tarefa fácil pra mim. Desde que me envolvi com a Goétia, que é um sistema extremamente prático e de resultados rápidos (e por vezes impressionantes) minha vontade de falar com alguém aumentou, e muito! São tantas coisas acontecendo, tanta informação, tantos preparativos e tantos fatos impressionantes, simplesmente é difícil pra mim ficar quieta! Na falta de pessoas com o mesmo interesse e conhecimento (não me sinto totalmente confortável falando certas coisas na comunidade do orkut), comecei a contar pequenas coisas aqui e ali para o meu marido. Mas ele é do tipo que não acredita muito nessas coisas. Ele parece se interessar, faz perguntas, mas as vezes me sinto uma completa idiota falando pra ele que sonhei isso ou que o demônio tal faz aquilo. Acontece as vezes de eu até sentir uma atmosfera diferente depois que conto pra ele algo que planejava fazer. Me vem uma sensação de "eu definitivamente devia ter ficado calada!" quase que instantaneamente. Eu até tento me segurar, muitas vezes me calo sobre determidado ocorrido durantes semanas, até que não mais consigo e acabo falando - e me arrependendo depois. E eis o que li no blog do Paulo:


"Uma coisa que descobri com a prática é que tudo conspira para dar errado, ao contrário do que Paulo Coelho diz. Você faz um ritual para passar num concurso, começam a aparecer vídeos e livros ótimos "do nada". Você encontra na fila do supermercado alguém que já fez o concurso e passou e descobre alguns macetes. Então chega em casa e seus pais ou namorado(a) lhe diz: "tô com medo que você não passa!".

As coisas à sua volta podem conspirar na direção contrária à da sua vontade. Amigos, cônjuges, inimigos, vizinhos etc. Por isso tem algo que aprendi desde cedo, mas só consegui aplicar depois de mais de quinze anos de prática: cale a sua boca!

Fique em silêncio, ou você pode sentir a atração do ímã. Lembre-se o ímã magnético da vida não é mau, ele apenas quer segurar você onde estava, para evitar riscos. Seja ousado, admita seus medos e descubra sua coragem interna e fique em silêncio.

Outra coisa que isso me ensinou: não espere apoio. Esse suposto apoio psicológico dos outros nem mesmo é necessário, você já deve fazer um milhão de coisas sem precisar dele. Você está praticando Magia, você tem que ter autoconfiança, ou ao invés de Magia será apenas mais um passatempo, só que frustrante."

Pois é, essa serviu direitinho para mim. Apenas screver no meu diário mágico não é o suficiente para mim! Preciso aprender de uma vez por todas a lidar com isso e calar a minha boca!! E aos interessados, aqui está o blog do Paulo.



Posted at 01:16 pm by PinkySammet
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Thursday, November 05, 2009
André Matos: foi bem mais que um simples show...

Então vamos ao que interessa... o show e os efeitos dele sobre mim. Se vcs quiserem detalhes sobre o evento, nesse blog tem uma resenha bem legal. Mas o que eu vou falar não éexatamente sobre o show ou a performance das bandas.

Sabe, quando eu comecei a ir em shows de metal eu tinha uns 14 anos, e em quase todos os shows que eu fui, centenas deles, meu amigo Gustavo estava comigo. Nós criamos uma série de "rituais" que seguíamos a risca, como madrugar pra chegar bem cedo nas filas e nas tardes de autógrafos pra sermos sempre os primeiros e ficarmos sempre na grade. Os show começaavam geralmente as 21h e nós chegávamos as 6 ou 7 da manhã. Saíamos de casa as 5h correndo pq "estávamos atrasados"! O pessoal dos lugares onde ia rolar os eventos já nos conheciam como "os primeiros da fila". Havia também umas fotos clássicas que tirávamos e várias outras coisas especiais que fazáamos juntos, passamos por poucas e boas e várias "aventuras metálicas", como chamávamos, como no dia em que nos perdemos num lugar muuuito longe, sem a  menor ideia de onde estávamos, sem guarda-chuva no meio de um temporal e com grana suficiente apenas pra comprar um pão doce de R$ 0,50 e dividirmos, tudo isso procurando o local onde seria um workshop do Kiko Loureiro ou quando passamos a noite na fila de um show do Iron Maiden, dormimos atrás de um enorme Eddie inflável e também num temporal, totalizando 26h de fila...!
  


Bem, o fato é crescemos assim, entre shows, heavy metal e muita diversão, até que em 2006 eu casei e me mudei pra São Paulo. E assim nossa vida de antes teve um fim, as correntes do metal foram quebradas, como brincávamos. Tudo isso aconteceu a seu tempo, eu curti muito minha essa época mas amadureci, conheci coisas novas, pessoas e lugares diferentes, etc. Em 2007 decidi engravidar e em 2008 meu filho nasceu. A partir daí um mundo totalmente nova se abriu diante dos meus olhos, o mundo da maternidade. Algo intenso e inexplicável explodiu dentro de mim, descobri que nasci pra ser mãe e nessa mesma época descobri a carreira da minha vida: Me apaixonei por partos, bebês, amamentação e tudo isso, comecei a estudar Enfermagem pra me especializar em Obstetrícia e Neonatologia e me tornei uma doula
, pensando em um dia ser uma parteira. Tudo isso ocupou grande parte de mim e eu não ia a shows a muito tempo, o último sendo o do Marilyn Manson em 2007, que fui grávida de 2 meses. Eu já não tinha mais tempo para o heavy metal. Ainda escutava meus cds, embora não com a mesma frequência de antes, mas parei completamente de pesquisar bandas, não procurava mais saber o que se passava com elas, nem mesmo com as minhas favoritas, vários cds foram lançaados e eu nem ao menos sabia. Embora eu nem por um segundo tivesse deixado de amar o metal, eu meio que me afastei da cena. Eu tinha noção de que isso estava acontecendo, mas estava tão cansada, ocupada e envolvida com minha nova vida de mãe e minhas novas descobertas e mudanças na minha vida (nessa mesma época passei por um problema bem sério também) que não conseguia reagir e sair da inércia. O fato de eu estar morando em uma cidade no interior de SP onde era incrivelmente difícil fazer amizades e as pessoas era terrivelmente frias, secas e distantes também não ajudava muito.


       


No fim de 2008 eu voltei para o RJ, mas tudo continuava na mesma. Como meu marido estava em SP ainda, eu não tinha nunca com quem deixar meu filho (meus pais não ficam com ele e eu sou contra deixar com babás por qualquer motivo que não seja absolutamente necessário), então nunca mais fui a shows. Até que eu soube que o André Matos tocaria em Niterói... eu simplesmente não podia deixar essa chance passar, afinal Niteé tão pertinho! Liguei logo pra Gustavo (fã incondicional do André) e combinamos de ir juntos: Seria o nosso grande retorno! Um dia antes do show rolou uma tarde de autógrafos e eu fui com meu filho, acabou sendo nossa primeira aventura metálica, foi bem legal ir tão longe com ele sozinha (2 ônibus, ele é um bebê bem agitado e high need) pra ver uma banda, e fiz o que tinha há muito tempo vontade de fazer, tirei uma foto dele com um ícone do heavy metal. Sim, uma foto dele no colo do André Matos!

Passei umas 2 semanas trabalhando nisso, me esforçaando pra colocar meu filho pra dormir mais cedo (raramente deu certo), o plano era sair de casa as 21h e encontrar Gustavo pra irmos ao show. Estávamos preparados pra perder as bandas de abertura (o evento começou as 16h) e talvez até um pedaço do show do André. Foi de fato uma aventura, saímos de casa atrasados, fomos andando até o ponto final do ônibus, que era longe, depois correndo até o lugar do show, maior correria! Foi bem legal ter aquele tempo com ele no ônibus, ouvindo som e conversando sobre a cena, lembrando das coisas que fazáamos, falando sobre a vida... Nostálgico! =P Chegamos ao Canto do Rio e o  André já estava no palco. O lugar não estava cheio, na verdade estava até bem vazio, a impressão era de que nem havia 500 pessoas, o que me surpreendeu, mas optamos por ficar lá atrás, numa parte mais alta, de onde víamos o palco todo.




Essa foi uma coisa que me surpreendeu... eu sempre, sempre, sempre fui gradeira fanática. Madrugávamos nas filas de shows pq querámos sempre ficar na grade, entrar primeiro que todos, se eu não ficasse na grade, então o show não valia a pena pra mim! Dos trocentos shows que eu fui, em apenas 4 eu não fiquei na grade (e em 2 desses eu comecei na grade, mas saí), e foi frustrante! Cheguei inclusive a quebrar a mão lutando por um lugar na grade num show do Stratovarius uma vez. Gustavo perdeu o interesse pelas grades antes de mim, nos últimos shows que fomos juntos eu grudava na grade e ele ficava lá atrás, e nos encontrávamos no final, ele  dizia não ter mais pique pra isso, que estava ficando velho (hehe, aos 20 anos!), etc. Mas lá, nesse show do André, eu passei a entendê-lo... ficamos lá atrás, de longe, vendo o show de cima, curtindo o som, prestando atenção nos detalhes, conversando sobre algo que a banda fazia... eu olhava pra multidão e via aquele pessoal mais novo, muitos deviam estar em seus primeiros shows, eu acho, todos empolgadíssimos e se matando na grade e lá no meio, alguns até abrindo rodas (que eu sempre detestei). Eu olhava aquilo e ainda podia sentir a sensação de ter as costelas esmagadas e o ar expulso dos pulmões pela compressão das pessoas ao lado, e concluí que definitivamente aquilo não é mais pra mim! Agora eu entendo pq a maioria dos bangers que eu conheço que tem mais tempo no metal e são mais velhos que eu chegam um pouco mais tarde nos shows, não ligam pra filas e ficam mais atrás, com uma visão e uma audição privilegiadas, inclusive. E eu me surpreendi com a minha reaçãoo. Eu não esperava, gradeira como sempre fui, preferir agora fazer parte do grupo de trás e curtir isso. Curtir o show com mais calma, mais atenção, não sei, é algo diferente. E bem melhor. Enfim, minha fase de grades se foi!

A outra coisa que aconteceu foi que esse show trouxe a tona sentimentos adormecidos, eu percebi o quão afastada do heavy metal eu estava e como eu realmente amo tudo isso, amo cada música, cada banda, cada riff, cada gutural, cada agudo, cada solo, cada show, cada minuto nas filas, tudo! Depois do show eu olhei pra trás e vi tudo que já passei e também o que perdi nesse tempo longe da cena, e tudo o que eu ainda posso recuperar e ganhar! Voltei com força total... Tudo está voltando a ser como era antes... e dessa vez vai ser pra sempre! Metal chains welded forever!
Big Smile

 


Posted at 10:01 am by PinkySammet
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Friday, October 30, 2009
Ataque goético!

Eu sei que devia ter postado antes, mas não deu. E eu sei que esse post devia ser ainda sobre o show do André Matos, mas essa noite aconteceu algo que eu preciso contar aqui!

Pouca gente sabe (e isso vai mudar agora, com esse post, hehe), mas eu estudo e pratico Magia há mais de 10 anos. Já trabalhei com vários sistemas, várias áreas, e uma das minhas favoritas é a Thelema. Há um sistema pelo qual eu sempre me interessei, já li e pesquisei muito a respeito, mas sempre tive receio de usar. Se chama Goetia e consiste, grosso modo, de evocações de demônios para se conseguir algo. Pois bem, há alguns meses atrás eu decidi finalmente experimentar, pq precisava muito de uma coisa. O interessante é que desde que decidi isso, que comecei a pesquisar pra ver qual daemon se encaixava ao que eu queria, como eu faria a evocação, que materias usaria e tudo mais, a situação em relação ao meu problema começou subitamente a melhorar, e consegui algo muito legal que eu e meu marido queríamos e precisávamos muito. Além disso notei outras coisas boas acontecendo, inclusive tive sonhos ligados a isso.

No dia do show que falei ali em cima, eu precisava de algo a curto prazo e antes de sair de casa me concentrei e pedi mentalmente ao daemon que eu já havia escolhido desde o começo, Amy, que fizesse algo pra mim. Quando eu voltei do show o pedido tinha sido atendido. Eu não o evoquei, não fiz um ritual nem nada, apenas conversei com ele mentalmente, não foi nada formal, mas fizemos uma espécia de acordo, prometi que se ele fizesse o que pedi, eu confeccionaria seu selo com muito capricho, um belo selo, e guardaria comigo. Só que como eu estava com pouco dinheiro, acabei deixando a confecção do selo pra quando eu recebesse. E essa noite tive uma surpresa nada agradável...

Eu fui acordada por movimentos... estava deitada, dormindo, e acordei sentindo que meu corpo se mexia pra um lado e pro outro... A princípio pensei que estava sonhando, nem abri os olhos, mas os movimentos foram ficando mais intensos... Abri os olhos e esperei, dava pra sentir nitidamente mãos do lado do meu corpo, me embalando, meu corpo virava pra lá e pra cá, devagar... Fiquei assim por alguns minutos até que de repente as mesmas mãos me puxaram com muita força pra fora da cama, foi um puxão repentino que me assustou, fui arrastada até a beira da cama, achei que ia ser jogada no chão, mas quando minhas pernas saíram da cama a força parou e a sensação das mãos me segurando desapareceram e eu fiquei lá, deitada, com as pernas penduradas pra fora da cama... Durante quase o tempo todo o selo de Amy era nítido em minha mente, pude ouvir também vozes, mais como sussurros, mas não consegui distinguir nada alé de seu nome, que foi falado umas 2 ou 3 vezes prómixo a mim. Num caso assim eu geralmente ficaria apavorada, mas dessa vez , não sei por que, não senti medo nem por um segundo. Quando acabou, eu fiquei meio atordoada tentando entender o que tinha acontecido, e depois voltei a dormir como se nada tivesse acontecido. Lembrando que, apesar de Amy ser meu daemon escolhido, eu ainda não o evoquei "formalmente", digamos assim, nem qualquer outro daemon, tudo que consegui até agora dele foi simplesmente pedido mentalmente, como já disse.

Um amigo  que trabalha com Goetia há muitos anos disse que esse "ataque" que sofri está relacionado claramente ao fato de Amy estar me julgando e me cobrando o selo que prometi. Era Amy dando seu recado, que havia algo que precisava ser completado, segundo o demônio. Que ele já havia feito o julgamento dele e agora estava só aguardando, e que eu fiquei tão atenta a determinadas coisas que deixei completamente de fazer a minha parte. Foi um aviso. Ele me disse ainda: "Mantenha o controle para não perder o controle sobre si mesma!"

Nesses anos todos nunca havia acontecido algo assim comigo, Nunca fui atacada nem perdi o controle durante uma prática mágica. Mas confesso que, apesar de não ter sentido medo na hora, agora pensando melhor no ocorrido posso ver o tamanho real disso, o tamanho real das forças com as quais estou lidando. Serviu pra me fazer refletir e não dar ouvidos a certas coisas que tenho lido por aí, de que os daemons goéticos são sempre amigos, não pedem nada em troca, não é preciso círculo de proteção etc. Ah, hoje de manhã comprei logo o material e confeccionei um selo bem legal para Amy. Dívida paga!


Posted at 05:30 pm by PinkySammet
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Tuesday, October 27, 2009
O Retorno...

Muuuitos anos se passaram desde que meu blog original,  Masterfreaks' Station, saiu do ar. Durante esse tempo muita coisa aconteceu, desde mudanças bobas até coisas de grande proporção, como minha mudança pra São Paulo, meu retorno à Arte e meu mergulho de cabeça no louco mundo da maternidade. No fim de semana passado (24 e 25 de outubro) eu fui a um show e lá percebi o quanto eu havia mudado, e algumas dessas mudanças  me deixaram impressionada, surpresa, e me fizeram cair na real. Eu sei que passei por mudanças profundas e radicais em certos aspectos, mas por esse tipo de mudança eu não esperava. Ou melhor, eu sabia que algo estava errado, mas não sabia onde, e agora eu sei. E foi preciso um show de heavy metal pra me fazer notar isso! Bom... eu tô falando do show do André Matos em Niterói. Mas isso já é papo pra um outro post, então amanhã volto pra atualizar e contar os detalhes.



Posted at 05:28 pm by PinkySammet
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